Bendito dia 6



O povo carioca é um povo lindo, de pele perfeita. Rugas só aparecem em quem tem preocupações e carioca que é carioca mesmo não se encaixa nessa categoria.

Enchentes acontecem em todo o lugar, e essa semana infelizmente fui testemunha ocular de uma. Estava na gávea quando vi que a terra que eu pisava, em menos de uma hora virou tráfego marinho.

Lá estava eu em uma das minhas andanças pela cidade maravilhosa, de repente eis que meu guarda chuva era um utensílio inútil na minha mão, a água vinha por todos os lados inclusive por baixo. O lugar de refugio mais próximo era um restaurante da rua da frente, imaginei que seria o único maluco que estaria em um restaurante numa hora dessas. Contrariando todos os meus pensamentos o restaurante estava cheio, mas não era de refugiados assim como eu. Elas foram para lá propositalmente.

Pessoas sem discernimento acharem por bem irem ao restaurante passar o dia de chuva (chuva = enchente) bebendo e se divertindo com os amigos. Veja bem, eu particularmente não entendo como que ficar sentado na mesa, colocar os pés na cadeira e ter de tomar o seu chopp com bueiros entupidos ao seu redor pode ser agradável, no entanto esta era a situação a qual eu estava presenciando.

As pessoas não se importavam com os bueiros e se a rua deixasse de ser uma piscina elas não estariam tendo este tão agradável fim de semana como foi o do dia 6.

O momento ápice deste bendito dia 6, foi quando um jovem sem se importar com futuras doenças entrou no rio que se formava com a sua prancha embaixo do braço e achou por bem começar a surfar, confesso que foi por pouco que não pegou uma onda. Devo ressaltar para os interessados que o ato desse rapaz foi de protesto, e por isso, de certa forma louvável.

De conclusão para este caso tiro que: se carioca tem preocupação ela passa rápido, o importante mesmo é tomar o seu sagrado chopp de cada dia.

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